Como o Twitter pode ajudar no trabalho.

Muito se tem falado sobre o Twitter e, se não usa ou não sabe o que é, possivelmente já tenha ao menos ouvido falar. Segundo dados divulgados em dezembro de 2008, o serviço recebe de 5 a 10 mil novas contas por dia.

O Twitter é conhecido como um serviço de micro-blogging, sob o lema “O que você está fazendo?”. A idéia inicial seria justamente o de dizer aos seus amigos seguidores o que você está fazendo naquele momento. Muitos ainda o utilizam para esse fim, outros o utilizam para postar idéias, divulgar eventos, trabalhos, curiosidades, notícias, links interessantes. Tudo isso como num blog, certo? Seria, se não fosse o limite de 140 caracteres por post, o suficiente para ser objetivo. Para conhecer melhor, sugiro que faça uma conta - é rápido e grátis.

Amado por uns e odiados por outros, fato é que o serviço está tão em alta que recentemente recebeu uma oferta no valor de USD$250 milhões… o fim da história eu ainda não sei, mas essa foi apenas mais uma proposta, entre tantas que já recebeu. E, semana passada, o blog do New York Times postou o artigo “How Twitter can help at work” que, traduzindo, tem o mesmo nome deste post. Traduzi o texto e inseri abaixo, com algumas alterações minhas:

Compartilhar idéias

Se você está interessado em possibilidades profissionais, ignore o lema do Twitter, “O que você está fazendo?” porque, honestamente, os detalhes da sua vida são banais para pessoas que não te conhecem. Ao invés disso, poste assuntos relacionados ao seu trabalho e que você encontrou - um bom artigo, um novo site ou uma idéia interessante. Sempre que possível, inclua o link.

Demonstre respeito

Outra maneira de compartilhar idéias - e seu respeito para com outras pessoas em sua área - é “retuitar” (RT; Retweet) algo interessante que outra pessoa tenha postado. Simplesmente inicie seu post com “RT @nome_do_usuario” e cole na sua área de texto. O @ é o símbolo do Tweeter convencionado para indicar que está respondendo a alguém ou citando outros usuários.

Construa a sua marca

Zappos, um empório norte americano online conhecido pelos seus excpecionais serviços, encoraja seus profissionais a usar o Twitter e a responder os clientes que também usam o serviço - o que aumenta a reputação da empresa como um lugar amigável de se fazer compras e trabalhar. Notavelmente, o CEO da Zappos, Tony Hsieh, utiliza o Twitter frequentemente. Por causa da política de imagem da empresa, ele é um dos raros executivos que pode postar mensagens sob uma conta pessoal.

Engaje seus clientes

Promova concursos, solicite feedbacks e agradeça consumidores por mensagens de apoio. Jetblue faz todos os três. (Entre os brasileiros, a Camiseteria é um ótimo exemplo)

Forneça serviços

Wesabe, um site para finanças pessoais, utiliza há muito tempo o Twitter para responder às queixas e para deixar seus clientes cientes de que estão buscando soluções para os problemas. Outra empresa, a Comcast, não posta, mas utiliza o Twitter para responder aos seus clientes que fizeram alguma reclamação da empresa.

Como que a Comcast e a Wesabe sabem que os clientes estão reclamando? Twitter tem um excelente serviço de busca que permite saber o que os usuários estão falando sobre qualquer termo - inclusive você, seus concorrentes ou sua empresa. (Ironicamente, esse sistema de busca é diferente da aparente inútil busca que fica na parte superior da sua página do Twitter). Você pode, então, responder as pessoas - como fazem a Comcast e Wesabe - para o @nome_do_usuario.

Texto original aqui ou em  http://shiftingcareers.blogs.nytimes.com

Muitas outras possibilidades podem ser exploradas pelo Twitter, basta enxergar a oportunidade e utilizar a criatividade. Outras dicas boas podem ser encontradas em outros blogs, que posso resumir aqui em um post futuro.

Tecnologias da ficção a favor da Comunicação.

Os gadgets encontrados nos filmes são responsáveis pelas pesquisas e inovações tecnológicas? Qual a influência dos filmes nesse processo? Bom, isso dá uma boa discussão. Fato é que muito do que se vê nos filmes viram notícias em seus lançamentos no mundo real.

Fevereiro foi um mês em que por duas vezes me surpreendi ao ver que duas tecnologias da ficção se tornaram reais. Coincidentemente, as duas apresentadas no filme Minority Report, estrelada por Tom Cruise, em 2002. A primeira se refere a um sistema chamado Wear Ur World, desenvolvido pela MIT, que é composta por uma webcam, um miniprojetor e um smartphone, conectados a internet, no qual o usuário não toca em teclas. Através de gestos com as mãos, ele é capaz de interagir com o computador, o que é capaz também de mudar a forma como lemos um jornal ou vemos um anúncio na TV. Não vou me prender a isso nesse post, mas vale uma visita no site da MIT, sobre o projeto, e na página da Época Negócios.

No mesmo filme, o protagonista faz uma cirurgia para trocar os seus olhos, para que as câmeras de reconhecimento biométrico espalhadas pela cidade não o identificassem, através do rosto e da íris e, assim, não ser rastreado pela polícia que o persegue. Ao andar pelas ruas, percebe-se que anúncios são dirigidos diretamente a ele, de acordo com o reconhecimento feito. Pois bem, no dia 10 de fevereiro, no Centro Empresarial do Rio de Janeiro, foi lançado o FaceMedia, tecnologia semelhante ao do filme, capaz de reconhecer e identificar o perfil de um indivíduo de acordo com a sua faixa etária e sexo, através da biometria de reconhecimento facial. O objetivo dos criadores, uma parceria entre a alemã Cognitec e agência brasileira de comunicação Mídia 1, é justamente a de dirigir anúncios por meio do reconhecimento. Ele poderá ser utilizado em feiras e eventos para orientar e atrair consumidores. Poderá ser, ainda, utilizada no varejo, como em shoppings e em projetos específicos. Imagine, você, andando em um shopping, recebendo anúncios de acordo com o seu perfil? Numa previsão para não muito distante, seria como se tivéssemos um Adsense do varejo, em que anúncios relevantes nos fossem feitos de acordo com a nossa presença e pré-conhecimento dos nossos interesses.

E falando em Adsense, foi lançado também em fevereiro o Google Latitude, um serviço de LBS - Location Based Service - no qual os usuários se cadastram e informam aos amigos, ou publicamente, onde estão. As informações podem ser acessadas via celular ou no próprio notebook, para aqueles cujo celular não suporta o serviço.

Agora, imagine uma futura integração entre esses dois últimos sistemas aqui citados. Imagine-se andando na rua e que, de acordo com a sua localização, recebe anúncios de um restaurante da sua comida preferida, ali perto. Ou então, tendo vários amigos na mesma região, todos serem convidados para assistir a um filme, num cinema ali perto.

Se haverá uma integração entre Google Latitude e Face Media não é realmente importante, - isso é apenas algo especulativo da minha parte -, mas sim o poder de anúncio dirigido possibilitado por ambos. Demonstram que o mercado publicitário pode caminhar por esses trilhos e, mais uma vez, nos vemos dentro da realidade daquilo que antes considerávamos ficção científica.

Em tempo: No blog Marketing Contextual, Rafael Damasceno faz uma boa crítica sobre o Google Latitude. Vale a pena a leitura.

Integração World Wide 2.0/Web 2.0

(Tem estimado de leitura: 4 minutos)

Há alguns dias, fui questionado por um amigo a respeito da definição de Web 2.0, o que me levou a pensar um pouco do conceito para além da web. Para começar qualquer explicação na área, deve-se entender primeiramente que o termo “dois ponto zero” não indica uma nova versão de software ou da própria Web. Na verdade, o conceito não leva muito em conta o nome, que fica mais para o modismo do termo. Deve-se entender que Web 2.0 significa um desenvolvimento e evolução da forma como os usuários trabalham sobre a plataforma Internet; sobretudo no que se refere a criação coletiva de conteúdo, colaboração e interação entre usuários. Orkut, Wikipedia, Twitter, Youtube, Last.fm, Delicious, Stumble Upon, Flickr, os diversos blogs e RSS são bons exemplos de como esse conceito é aplicado, e representam a importância da contribuição dos seus usuários para que funcionem efetivamente e ganhem sentido.

Contudo, se olharmos um pouco à nossa volta, percebe-se facilmente que o conceito 2.0 não se restringe à sua utilização no World Wide Web. Como citei inicialmente, o termo cunha o desenvolvimento e evolução das formas de interação entre usuários da Internet, mas isso não restringe à sua utilização a somente dentro do ambiente WWW. É facilmente notável como a cultura “dois ponto zero” passou a ser intrínseca no dia-a-dia de toda a população, na relação mídia/indivíduos (Um bom exemplo são os ARG - como nesse caso, mas isso vale outro post). Interessante, pois isso não se aplica necessariamente à usuários da Internet. A famosa vinheta de final de ano da Rede Globo,  em 2008, pela primeira vez foi cantada por ilustres desconhecidos de todo o Brasil, que filmaram e enviaram seus vídeos, em que cantavam “hoje é um novo dia, um novo tempo que começou…”, em que o sonho de aparecer na televisão, ao menos por um instante, se tornou realidade para alguns. Outro exemplo dessa integração é o recente lançamento, por dois mineiros, do Toaí, que “integra celular e internet para promover o encontro real entre pessoas”.

E nas empresas privadas e demais organizações? Ok, talvez o acesso a Internet em algumas possa ser bloqueada, mas o conceito do 2.0 já entrou e é vital para a sobrevivência. Na revista Época Negócios, de fevereiro de 2009, uma de suas matérias abordou profundamente como diversas grandes empresas, como Embraer, Natura, Braskem, Xerox, Intel e IBM, tornaram-se dependentes da criação coletiva, ou, “Open Innovation” (Inovação Aberta) - termo cunhado pelo americano Henry Chesbrough em 2003. Curiosamente, o termo Web 2.0 surgiu no ano seguinte, em 2004.

Resumidamente, a inovação aberta é justamente a abertura das empresas a outras organizações e pessoas físicas para o auxílio à pesquisa e desenvolvimento de seus produtos. “O conhecimento de hoje é tão amplo que precisamos de gente de fora para nos completar.” (Luis Cassinelli - diretor de inovação da Braskem - Revista Época Negócios; Fev/2009)

Como exemplo, a Braskem criou um banco de dados online em que qualquer pessoa disposta a sugerir linhas de pesquisa poderia escrever. O resultado? Das 600 sugestões, 34 foram aprovadas - um número de aparência pequena, mas de gigante magnitude. E essas certamente não teriam sido desenvolvidas se não fosse a abertura à colaboração de pessoas que de alguma forma convivem com a empresa. Em 2005, essa empresa teve 130 patentes e, em 2008, saltou para 218 e tornou-se a recordista entre as empresas brasileiras. A contribuição coletiva aberta é lucrativa, pois permite a abertura de novas idéias, cria-se um relacionamento com os públicos, divide as despesas, enxerga melhor as tendências e divide o risco.

160 mil pesquisadores do mundo têm hoje acesso a diversos portais específicos, do qual um dos grandes exemplos é a comunidade virtual InnoCentive, em que diversas empresas postam, diariamente, dúvidas anonimamente. Cada uma é analisada por até 240 desses pesquisadores (do total, 1.300 são brasileiros) e recebem, em média, até dez soluções, dos quais 40% têm viabilidade de realização em até seis meses. Mais um exemplo da integração web e mundo real, em que a contribuição coletiva mostra-se fundamental.

Os exemplos aqui citados são poucos, realmente, mas certamente incontáveis outros podem ser pensados. Mas, mesmo esses poucos servem para dar um panorama geral de como a cultura da contribuição coletiva e interação, via web ou não, pode interferir no tipo de informação que trocaremos e o que consumiremos. Com isso, saimos a passos largos do Web 2.0 e firmamos nossos pés no World Wide 2.0.

A Comunicação como recurso de sobrevivência à crise

Aparentemente, o assunto ‘crise financeira mundial’ não encontrará um ponto de saturação na mídia e nas reuniões de forecast tão cedo. Mais indícios, então, de que o assunto é sério, como não é novidade.

Todos os dias de manhã eu tenho a oportunidade de assistir a um trecho do Bom dia Brasil, da Rede Globo, antes de sair para o trabalho. E admito que é muito desagradável  começar o dia ouvindo sobre crise. A dimensão que a crise tomou já apontou em pesquisa realizada em 22 países que a possibilidade de ficar desempregado é a maior preocupação, entre tantas outras preocupações possíveis, como desigualdade social, probreza, crime, violência, morrer.

E as atividades de comunicação nas organizações, como ficam? Como muitos profissionais sabem e comentam, é uma das primeiras áreas a sofrer cortes. E aí entramos em outro mérito: as organizações que deixam de lado a comunicação abrem margem para aquelas que respiram um pouco melhor, deixando o seu espaço vazio antes ocupado. Deixar de comunicar é se esconder à sombra da crise e deixar de lado oportunidades de se mostrar forte e viva. E, quando a crise der sinal de melhoras, a imagem de quem abandona a comunicação organizacional já terá comprometido a sua presença na mente dos consumidores e, por outro lado, aquela que manteve seus esforços nessas atividades sairá fortalecida.

O que deve ocorrer, sim, é uma alteração de como as atividades de comunicação serão tratadas. Os cortes de orçamento levarão a um aumento do uso das estratégias de comunicação dirigida, diminuindo a comunicação de massa - de maior custo -, e passando a atender dentro dos conceitos de 1 um a 1 e a segmentos específicos do mercado. Nessa mesma linha, estratégias de relacionamento organização/cliente deverão ser acentuadas, sempre em foco a fidelização da clientela existente. Fato é que conquistar novos clientes não terá a mesma facilidade da bonança pré-crise, por isso, manter os existentes passa a ser a palavra de ordem, e a comunicação organizacional será o recurso de fundamental importância. Sem contar que o esforço da conquista de novos clientes é sempre mais caro do que manter os existentes, e “mais caro” não é um termo coerente ao que as empresas querem encontrar pela frente (nunca foi, e muito menos agora.)

Juntamente com o relacionamento direto, deve-se também ampliar o leque da oferta de produtos e serviços. Não com inovações mirabolantes, mas com a oferta de produtos flexíveis às demandas, ajustáveis à realidade enfrentada por empresas e clientes, que não mais se podem se dar ao luxo de arriscar os seus investimentos em produtos que vão além das necessidades imediatas. O papel do vendedor e daquele que fica na ponta deve ser valorizado, pois esse será o braço forte da organização no relacionamento, que deve ser próximo, como indica o termo 1 um a 1, e não somente um relacionamento institucional que mantém a distância.

Acredito que outras estratégias e táticas de comunicação que continuarão a ganhar força serão aquelas geradas por meio de mídia espontânea (como matérias que despertam o interesse público e tem notícias veiculadas em jornais, revistas e portais), que tem o seu custo, mas são capazes de atingir um grande público com um investimento bem menor do que por meio de grandes eventos e anúncios publicitários. Por esse motivo, o investimento em assessorias de comunicação e ações de intervenção urbana certamente serão alternativas viáveis, que ganharão mais relevância, uma vez convencido os executivos, sobre sua importância.

Por fim, investir nas diversas possibilidades da Web 2.0, que tem a capacidade de agregar muito do que já foi dito, com investimento menor do que outros meios chamados tradicionais, com a vantagem, também, de possuir um potencial de “viralização” enorme, com ações previamente planejadas para tal (Veja esse exemplo: em duas semanas, o vídeo oficial no Youtube teve um milhão e meio de acessos e várias versões regravadas, fora participação em outros programas e paródias.) Dentre o que foi citado, tem destaque a possibilidade de dirigir seus anúncios diretamente a cada usuário da Internet, com ferramentas como o Adsense, do Google, que permitem a exibição de anúncios de acordo com o interesse de cada indivíduo.

Como já está acontecendo, os orçamentos estão sendo cortados em todas as áreas de um grande número de organizações, o que tomou forma de recessão econômica em diversos países, como EUA, Inglaterra, França e Japão. Mas dado que a comunicação permeia todas as áreas de qualquer organização e é capaz de manter uma marca viva, seria mesmo o mais sensato cortar gastos com ela? Certamente, focar os esforços nela seria uma alternativa com menor grau de risco.

Sobre o blog

Nem muito focado, nem muito genérico. Minha intenção com esse blog é falar sobre o que acontece no universo da comunicação, do marketing e da vida corporativa. Quem sabe, servir como fonte de consulta a apartir das minhas idéias e ponto de vista.

Leio muito, e de tudo um pouco. Por isso, quero imprimir aqui as minhas opiniões sobre esses temas, ou simplesmente fazer comentários de algo que entenda como interessante, sempre com relevância à área. O que estará escrito aqui pode ser fruto da minha experiência, da conversa com alguém ou de alguma leitura. E pretendo escrever sempre da melhor forma para expressar uma opinião minha, no qual espero ter muitos que possam contribuir.

Portanto, esses artigos serão mais interessantes para os profissionais da área de comunicação, marketing e também gestores de pequenas e médias empresas, que podem tirar algumas idéias daquilo que escrevo.

Boa leitura.

Posted in: Sem categoria por Marcus Lemos 4 Comments